A produção do conhecimento na construção do saber e científico

Marcos Santos ||| Abr, 04. 2019

A produção do conhecimento na construção do saber sociocultural e científico

A ciência surgiu como processo de investigação dos fenômenos naturais e humanos, na busca de respostas e na resolução de problemas enfrentados pela humanidade (Córdula, 2012b). Ainda nesse processo, desenvolveu o conhecimento que se perpetua ao longo do tempo e é em parte repassado diretamente à população pelo sistema de ensino; atualmente também são disponibilizados pelos veículos de comunicação de massa (TV, rádio, revistas, jornais, internet etc.) (Córdula, 2012a, 2012c). O conhecimento se expressa de várias formas e evolui ao longo do tempo; é categorizado como “conhecimento popular, filosófico, religioso (teológico) e cientifico. O conhecimento científico diferencia-se dos demais não pelo seu objeto ao estudo, mas pela forma como é obtido” (Theóphilo, 1998, p. 9). Atualmente, ele é concebido como positivista e cartesiano. O Positivismo – criado por Augusto Comte – impregna a academia e a sociedade, considerando os cientistas como únicos detentores do saber, produtores do conhecimento, numa forma de autoempoderamento e, ao mesmo tempo, desacreditando os saberes populares, os quais os próprios cientistas acabam buscando como objeto de estudo nas comunidades para “produzir” o saber científico (Lacerda, 2009; Córdula, 2015). Seu discurso é alimentado pela “supremacia” do método científico como modelo infalível de produção do saber, o que para Lacerda (2009) é um modelo negativo perante principalmente as ciências sociais, apesar da palavra escolhida. Chega-se ao conhecimento científico pelo método científico, criado por René Descartes pelo reducionismo nos estudos das partes, gerando o modelo mecanicista ou cartesiano (Battisti, 2010; Córdula, 2012c). Depois dele, outros ampliaram as concepções em virtude da necessidade da ciência, mas esse alicerce permanece até hoje. “Para muitos, a metodologia é apenas um conjunto de procedimentos técnicos que visa prescritivamente a uniformização de padrões na execução e apresentação de produtos acadêmicos” (Siqueira et al., 2008, p. 8). Várias vertentes de pensamento e análise surgem posteriormente, ao longo das décadas, influenciando a comunidade científica, flexibilizando alguns grupos e engessando outros. Porém um em particular traz a educação e a ciência em um modelo baseado na análise das formas, que foi a Gestalt (Engelmann, 2002).

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Áreas de estudo: Empreendedorismo, Startup, Inteligência Artificial e Machine Learning.
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Marcos Santos
Prof. MSc

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